A sutileza da arte Texto sobre o trabalho artístico de leila Lagonegro, médica formada na primeira turma da FCMSCSP

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A arte pode ser vista como uma resposta ao mundo. Haveria então duas vertentes majoritárias, uma, utópica, que idealiza a chamada realidade, de modo a representá-la melhor do que parece ser; e outra, distópica, que a apresenta numa perspectiva pessimista, pior do que a vemos num primeiro momento.

Leila Lagonegro, formada na primeira turma de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, tem em seu currículo palavras de estímulo do pintor Antonio Peticov, do curador Walter Bravo e do antropólogo Antonio Carlos Fortis. Ela traz, em suas interpretações do mundo, a esperança de construção de uma atmosfera melhor, graças à ambientação que realiza com suas tonalidades.

A construção do espaço revela a preferência por composições em que as cores ganham relevância. Esse pensamento visual gera uma ordenação da visualidade. A percepção para quem contempla seus trabalhos é justamente de um certo equilíbrio e sossego na correria do cotidiano.

A obra de Leila Lagonegro gera uma sutil respiração no ambiente dinâmico que nos rodeia. É, de certa forma, como se o tempo parasse para contemplar o belo, por mais discutível que esse conceito se apresente. Torna-se possível assim vislumbrar na obra da artista paulistana uma peculiar luz na maneira como nos devolve o mundo, com delicadeza e lirismo.

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Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e pós-doutorando e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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