Acesso tardio aos cuidados de saúde de portadores do HIV/aids no Estado de SP Acesso tardio aos cuidados de saúde de portadores do HIV/aids no Estado de SP

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Apesar da gratuidade dos serviços de saúde bem como a distribuição gratuita de medicamentos antirretrovirais para portadores do HIV/aids no Estado de São Paulo, resultados obtidos em pesquisa apresentada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo sugerem que o acesso ao sistema de saúde se dá tardiamente para uma alta proporção de usuários.

Neste sentido, buscar identificar quais as dificuldades que impedem o acesso dos pacientes ao sistema de saúde oportunamente bem como vinculá-lo a cascata de cuidados contínuos é muito importante para que o país alcance metas estabelecidas.

Essas são as conclusões de NELLY IGNES ZANÃO CHANG GALLO na pesquisa intitulada ACESSO TARDIO AOS CUIDADOS DE SAÚDE PARA PORTADORES DO HIV/AIDS NO ESTADO DE SÃO PAULO NO TRIÊNIO 2014-2016, dissertação apresentada ao Curso de Pós-Graduação da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo para obtenção do título de Mestra em Saúde Coletiva, Área de Concentração Programas e Serviços no âmbito da Política de Saúde, sob orientação da orientadora Profª. Dra. Maria Amélia de Sousa Mascena Veras.

A pesquisa explica que a aids é caracterizada por uma notável diminuição das células T CD4+ , o que leva ao comprometimento imunológico do indivíduo. Apesar da disponibilização gratuita do diagnóstico e tratamento no Brasil, muitos pacientes só acessam esses serviços tardiamente, aumentando o risco de morte, além de aumentar os custos para o sistema de saúde.

O acesso tardio muitas vezes é consequência de questões sociais, culturais e econômicos, bem como das de questões individuais, como crenças e conhecimento acerca da doença. Por outro lado, as condições oferecidas pelo sistema de saúde para que o usuário tenha acesso aos cuidados também são relevantes.

O objetivo da pesquisa foi caracterizar o diagnóstico tardio dos pacientes com HIV/aids nas regiões de saúde do estado de São Paulo, de acordo com a primeira contagem de células TCD4+ e verificar se existe uma correlação entre os indicadores de morbimortalidade por aids e a vulnerabilidade social de acordo com o Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (IPRS).

Acesse à pesquisa gratuitamente na íntegra em http://fcmsantacasasp.edu.br/wp-content/uploads/2018/06/2019-Nelly-Ignes-Zan%C3%A3o-Chang-Gallo.pdf

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