Atraso na fala das crianças deve ser motivo de preocupação para os pais? Fonoaudióloga da FCMSCSP é entrevistada em reportagem do G1

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A comunicação não é restrita à fala, por isso mesmo os bebês têm capacidade de se comunicar, seja por risadas, olhares, gestos ou sons da voz. A partir do primeiro ano, já é comum que as crianças pronunciem as primeiras palavras, que geralmente são tentativas de “mamãe” ou “papai”.

Há, entretanto, casos de atraso que possuem diagnóstico de distúrbio de linguagem. Estima-se que de 7% a 10% da população infantil, de um a cinco anos, tem boa compreensão, funções cognitivas preservadas e boa audição, mas não desenvolve a linguagem como o esperado por conta de um distúrbio chamado Transtorno de Desenvolvimento de Linguagem (TDL), de acordo com a fonoaudióloga Amalia Rodrigues, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Os sintomas de um atraso na fala e do TDL, que é mais complexo, são os mesmos. Um especialista só poderá chegar ao diagnóstico após o início do tratamento. No primeiro caso, em até seis meses de intervenção, às vezes também com acompanhamento psicológico, a linguagem da criança começa a despontar.

“A resposta já nos direciona se a criança tem algo como um atraso, que é temporário, ou se configura um distúrbio e vai precisar de intervenção por muitos anos. O TDL é um problema crônico para toda a vida, mas com a intervenção correta é possível fazer a inclusão na sociedade”, explica Amalia Rodrigues.

Amalia diz que, em ambos os casos, uma das orientações é matricular a criança na escola, caso ainda não a frequente, por conta do acesso a atividades pedagógicas e pelo contato com outras crianças. “Orientamos a família e a escola que é preciso oferecer estímulos. A brincadeira é a base cognitiva que vai auxiliar a criança a fazer o desenvolvimento linguístico. Quando ela passa a aprender fora do contexto terapêutico, é um indício de que pode o problema é um atraso, não um distúrbio.”

Leia reportagem completa no G1 aqui.

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