Como imagens virtuais viram alternativa para o uso de cadáveres reais em faculdade de medicina? Professora da FCM/Santa Casa é entrevistada pelo site Yahoo!

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Os procedimentos para que a doação de corpo seja oficializada são realizados de modo mais simples do que se imagina, segundo a Dra. Mirna Duarte Barros, chefe do Departamento de Morfologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Aqueles que queiram manifestar sua vontade de Doar o Corpo precisam elaborar um documento, expressando o desejo de doar o seu corpo após a morte. “Com essa iniciativa, obtém-se o consentimento do doador para que seu corpo seja doado a uma instituição de ensino específica na área da saúde, indicada pela pessoa para fins de ensino e/ou pesquisa”, explica.

A doação, de acordo com a Dra. Mirna, pode ser feita por qualquer pessoa dentro das suas condições normais de saúde, que esteja apta a manifestar seu desejo e que tenha mais de 18 anos: “É necessário também assinar o documento, reconhecer firma e entregar uma cópia ao centro que receberá a doação”, acrescenta a Dra. Mirna Barros.

Além disso, recomenda-se que os familiares estejam cientes da decisão do doador. “Esses familiares precisam ter em mãos uma cópia desse documento. Após o falecimento, o velório pode ser realizado normalmente. O que muda é que ao invés de se dirigir para um cemitério ou crematório, o corpo vai para a instituição de ensino escolhida pelo doador”, conta a chefe do Departamento de Morfologia da FCMSCSP.

Apesar de ser um procedimento bastante simples, a professora esclarece que muitas vezes pela falta de conhecimento ou até por uma questão cultural, grande parte das universidades da área da saúde do Brasil ainda utiliza cadáveres sem identificação ou não reclamados para a realização de estudos, seguindo, claro, os procedimentos legais para esses casos.

 

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