Estudos de moscas drosófilas contribuem para o conhecimento sobre doenças neurodegenerativas Liga Acadêmica de Neurociências promoveu aula sobre o tema com pesquisadora convidada

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Fotos disponíveis para download no Flickr da  FCM/Santa Casa de SP

Utilizada pela ciência há décadas como modelo experimental em diversos estudos, a mosca-da-fruta (Drosophila melanogaste) também tem importante papel nas investigações sobre a fisiopatologia de doenças neurodegenerativas.  Este foi o tema da aula da Liga Acadêmica de Neurociências da FCM/Santa Casa de SP, nesta segunda-feira, 14, quando a farmacêutica Jessika Cristina Bridi apresentou aos alunos de Medicina sua pesquisa de doutorado em Neurociências pelo King’s College London, na Inglaterra.

Com palestra intitulada “Doenças neurodegenerativas: contribuição de modelos animais alternativos”, Bridi discorreu sobre a metodologia que empregou no estudo da atividade neuronal de duas linhagens de moscas drosófilas para desvendar mecanismos da doença de Parkinson. A pesquisadora investigou o processo de degeneração dos neurônios a partir do acúmulo da proteína α – sinucleína em terminais pré-sinápticos.

Os experimentos de Bridi mostraram, entre outros resultados, que a aglomeração da proteína α – sinucleína potencializou o prejuízo motor durante o envelhecimento de um dos grupos de moscas estudados. “Há muito o que averiguar ainda. Um dos objetivos, com estes estudos, é descobrir como evitar a agregação destas proteínas, impedindo, assim, o desencadeamento da disfunção neuronal”, explicou.  A pesquisadora também apresentou estudos em que as drosófilas foram utilizadas para decifrar mecanismos da doença de Alzheimer.

Bridi apontou as vantagens do emprego das moscas em experimentos. “Cerca de 75% dos genes humanos relacionados a doenças possuem homólogos em drosófilas”, destacou, lembrando também que é baixo o custo de manutenção da espécie durante as pesquisas. No entanto, ressaltou que é importante a ciência trabalhar com vários modelos para chegar ao desenvolvimento de fármacos e terapias gênicas.

A Liga de Neurociências é coordenada pela professora Tatiana Rosado Rosenstock, do Departamento de Ciências Fisiológicas da FCM/Santa Casa.

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