Profissionais e estudantes debatem ética em evento do Curso de Graduação em Enfermagem Encenação de processo ético-disciplinar permitiu a vivência de situações relevantes relacionadas à prática da profissão

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Organizadores do evento e participantes da simulação
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O X Encontro de Ética em Enfermagem, realizado no dia 29 de agosto, ofereceu aos participantes uma experiência diferente: a simulação do julgamento de um enfermeiro em meio a um processo ético-disciplinar. Organizada por conselheiros do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), a dramatização contou com a participação de discentes do Curso de Graduação em Enfermagem da FCM/Santa Casa, que promove o Encontro juntamente com o grupo de pesquisa do CNPq “Ética e Humanização em Saúde”.

A simulação teve o intuito de sensibilizar os presentes quanto à importância de zelar pela boa enfermagem e pela saúde dos pacientes. “Nosso dever é manter um alerta constante em relação a questões éticas e, com a colaboração de outros enfermeiros, incentivar reflexões sobre o desenvolvimento moral e profissional”, ressaltou a Profa. Dra. Maria do Carmo Querido Avelar, diretora do Curso de Enfermagem da FCM/Santa Casa e responsável pela realização do encontro. Também participaram da organização do evento as docentes do Curso: Profa. Mestra Janete Hatsuko Komessu, Profa. Dra. Maria Angela Reppetto, Profa. Dra. Maria Fernanda Terra e Profa. Dra. Rosemeire Angela de Queiroz Soares.

“Nos últimos anos, os processos no judiciário envolvendo erros durante o atendimento a pacientes têm crescido cerca de 400%”, alertou Eduarda Ribeiro dos Santos, primeira-secretária da diretoria do Coren-SP, durante a abertura do evento. “É uma realidade para a qual não podemos fechar os olhos”, disse a enfermeira, destacando a existência de atividades profissionais de risco que são mais seguras do que uma internação hospitalar. “Estar dentro de um hospital é mais perigoso que trabalhar com pesca costeira ou em uma mina de carvão”, exemplificou.
“Queremos resolver o problema juntos”, acrescentou Paulo Cobellis, segundo-secretário da diretoria do Coren-SP. “Estamos com as portas abertas para profissionais e estudantes que desejem discutir questões relevantes pertinentes ao processo de trabalho da enfermagem”, convidou.

Possibilitando o início deste importante debate ético, a encenação do julgamento funcionou como um laboratório para os participantes do encontro vivenciarem, sob perspectivas diversas, situações que acontecem no meio profissional. Voluntários da plateia encenaram as diferentes atribuições dos integrantes dos conselhos de enfermagem, bem como os papéis de enfermeiro denunciado, vítima, testemunhas e advogado.
Antes de começar a dramatização, os conselheiros do Coren-SP explicaram todas as fases de um processo ético e distribuíram a descrição impressa do caso a ser julgado (fictício, mas baseado em eventos reais). A etapa selecionada para ser representada foi a de relatoria final, na qual há a leitura do parecer do relator, deliberação em plenário e anúncio da absolvição ou da pena imposta.

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