Lítio pode ter efeitos benéficos para pacientes com Alzheimer Professor da FCM/Santa Casa é entrevistado pelo Portal da PEBMED

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Novos estudos sugerem que os efeitos benéficos do lítio para a memória podem estar relacionados à sua capacidade de retardar o envelhecimento celular, o que pode colaborar no tratamento de idosos com Alzheimer.

Para testar o efeito do medicamento em células cerebrais humanas, a pesquisadora Tânia Viel, professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), recorreu a uma técnica de reprogramação que permite transformar células adultas, do sangue ou do fibroblasto, em células-tronco pluripotentes induzidas, que posteriormente foram induzidas a se diferenciar em astrócitos, o tipo celular com mais presença no sistema nervoso central.

“Observamos que o envelhecimento foi bastante reduzido nas áreas que receberam o lítio. O envelhecimento celular é um dos fatores relacionados ao aumento do câncer e de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer e o Parkinson”, disse Tânia Viel, que é uma das coordenadoras do Grupo de Pesquisa em Neurofarmacologia do Envelhecimento, ao lado do professor Hudson de Sousa Buck, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, em entrevista ao Portal da PEBMED.

Neste estudo, foi mostrado que o lítio, quando administrado em doses muito pequenas, ajuda na manutenção da memória de idosos com Alzheimer. Os resultados foram publicados em 2013, levando cerca de três anos para serem concluídos.

Em um segundo estudo, iniciado em 2016, a pesquisadora e sua equipe observaram o funcionamento do cérebro de camundongos enquanto envelheciam utilizando uma linhagem de roedores que envelhece mais rápido – em apenas 12 meses, em vez dos 24 usuais.

Leia reportagem completa.

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