FCM/Santa Casa comemora o Dia Internacional da Mulher Atividades se estendem por todo o mês de março

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Roda de conversa sobre Mulheres na Ciência, promovida pelo NDH. Clique na imagem para ver mais fotos

Da delicadeza de um presente à relevância do debate acerca do feminismo, o Dia Internacional da Mulher (8/3) tem sido lembrado durante todo o mês na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Santa Casa de São Paulo. Ações do Núcleo de Direitos Humanos e Combate à Intimidação Sistemática (NDH) da Faculdade, do Centro Acadêmico Manoel de Abreu (CAMA) do Curso de Graduação em Medicina, das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPA) da FCM/Santa Casa e da Irmandade e do Departamento de Recursos Humanos da Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho (FAVC) homenagearam as colaboradoras, alunas, professoras, voluntárias e pacientes da comunidade Santa Casa.

Mulheres na ciência

No dia 8, o NDH promoveu uma roda de conversa sobre a participação das mulheres na ciência. Estudantes, professores e professoras  discutiram a questão com as docentes Samara Macedo Cordeiro (Enfermagem), Ana Luiza Navas (Fonoaudiologia) e Rita de Cassia Barata (Medicina), em um debate coordenado pela docente Mylene Neves Rocha, do Departamento de Ciências Fisiológicas do Curso de Medicina. O evento foi aberto com o Coral Canta Santa e contou com a participação do professor Paulo Carrara de Castro, diretor da Faculdade. O NDH promoveu também uma exposição de cartazes – que ficará nos corredores da Irmandade da Santa Casa durante o mês de março, sobre o tema, homenageando cientistas célebres.

Mulheres no meio digital

Na mesma data, as CIPAs da Faculdade e Irmandade promoveram um encontro com a deputada federal Renata Abreu, que falou sobre o empoderamento feminino pelo meio digital.  Segundo ela, as novas mídias devem ser usadas pelas mulheres para promover a união, o respeito às diferenças e a transformação de bandeiras em ações. “Muitos direitos já foram conquistados, mas a cabeça das pessoas não mudou. Precisamos superar o preconceito e também a nossa síndrome de inferioridade para conquistarmos um espaço maior”, destacou.

A enfermeira Mariuza da Silva, que está há 23 anos na Irmandade e hoje trabalha no Ambulatório Conde de Lara, contou sua história de superação, cuidando de seus dois filhos enquanto trabalhava e estudava. “Meu pai foi morador de rua, eu passei fome, mas não sou uma vítima da sociedade”, afirmou, ressaltando a importância da humildade e dignidade no decorrer da vida. O superintendente da Santa Casa, Carlos Augusto Meinberg, participou do encontro organizado pelas CIPAs. “A mulher simboliza a mãe, o aconchego. Somos gente porque as mulheres nos transmitem este sentimento de humanidade”, disse.

Mulheres e contracepção

O Centro Acadêmico Manoel de Abreu organizou, dia 13, uma palestra com a professora Albertina Duarte Takiuti, coordenadora de Políticas para a Mulher da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo e coordenadora do Programa Saúde do Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Responsável pela fundação do Ambulatório de Ginecologia da Adolescência da Faculdade de Medicina da USP, Albertina falou sobre suas experiências ao lidar com as mulheres das redes públicas e privada, principalmente em relação ao uso de anticoncepcionais. Ela explicou as causas da grande disparidade entre conhecimento dos métodos contraceptivos e seu uso efetivo. Entre elas, está a insegurança. “Não adianta a garota conhecer, por exemplo, a camisinha feminina. Se ela entender que seu uso incomodará o parceiro de alguma forma, desistirá”.

Presente
As mulheres também foram lembradas pelo Departamento de Recursos Humanos da FAVC, que entregou um presente a cada colaboradora da instituição.

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