Primeiro bebê com marca-passo no Brasil vence 1% de chance de sobreviver e chega aos 55 anos Cirurgia inédita foi realizada há 55 anos no Hospital da Santa Casa de São Paulo

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SÃO PAULO – O raio X do tórax de Ana Mafalda de Almeida Fernandes Goulão Corrêa mostra um conjunto de fios entrelaçados ao redor do seu coração. No peito da aposentada está, há 55 anos, parte da história do marca-passo, dispositivo que regula o ritmo cardíaco com estímulos elétricos.

Aos 4 meses, já diagnosticada com um bloqueio no órgão, ela foi a primeira criança no Brasil a receber o aparelho. Graças ao marca-passo, Ana Mafalda, que não teria chances de sobreviver, estudou, trabalhou, teve três filhos e desafiou a morte nas mais de 40 cirurgias que fez ao longo da vida. É uma das mulheres no Brasil que há mais tempo vive com um aparelho desses no peito.

Primeira filha de um casal de portugueses, a menina nasceu com bloqueio total nos ventrículos. Na época, a família morava em Ribeirão Preto, no interior paulista, e recebeu a indicação de procurar uma cardiologista infantil na capital. Já de início ouviram que não havia nenhum tratamento, porque o caso dela era muito grave. “A médica passou alguns remédios que poderiam dar mais pulsação, porque o coração batia muito lentamente”, lembra o pai de Ana Mafalda, o aposentado Francisco Manuel Marinho Goulão, de 83 anos. Mas logo depois o bebê passou mal e precisou ser levado com urgência para o pronto-socorro. “Fiz respiração boca a boca e fomos direto para a Santa Casa. O coração dela parou dentro do táxi”, recorda Goulão.

Leia reportagem completa em O Estado de São Paulo.

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