Psicopatologia e Saúde Pública Colóquio é realizado dias 24 e 25 de agosto na FCM/Santa Casa

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A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) realizou, dias 24 e 25 de agosto, o XIV COLÓQUIO DE PSICOPATOLOGIA E SAÚDE PÚBLICA DO CURSO DE PSICOPATOLOGIA E SAÚDE PÚBLICA. O tema central foi O MAL-ESTAR NO MUNDO DO TRABALHO EM SAÚDE, com participação de alunos da graduação e pós-graduação, profissionais da saúde e de interessados no tema.

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A abertura contou com as falas das organizadoras do evento, as professoras Maria Lúcia de Moraes Borges Calderoni, psicanalista membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae e professora do Curso de Psicopatologia e Saúde Pública da FCMSCSP, e Cleusa Pavan, psicanalista e analista institucional, docente do curso de Psicopatologia e Saúde Pública da FCMSCSP e consultora da Política Nacional de Humanização (2006-2015). “A situação da área da Saúde no Brasil não é fácil. Por isso o tema central enfocado é tão importante”, destacou Maria Lúcia. “O evento tem como objetivo abrir um panorama reflexivo sobre o assunto”, completou Cleusa.

Ainda na noite de abertura, houve duas palestras na mesa intitulada ‘O sofrimento e o adoecimento no trabalho: reflexões’. Cleide Monteiro, psicóloga e psicanalista, discorreu sobre ‘Subjetividade, Trabalho e Sofrimento Psíquico – Projeto Laborar’. Ela enfocou esse projeto clínico de atenção a trabalhadores, implementado por psicanalistas do Instituto Sedes Sapientiae. “E possível medir a produção, mas não o trabalho. O medo do fracasso leva a pessoa a trabalhar à noite e a levar trabalho para casa. O medo de ser considerado competente e de cair no desemprego resulta em situações de desespero, solidão e busca de auxílio psiquiátrico”, relatou.

Selma Lancman, Prof.ª Titular do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Faculdade de Medicina da USP, falou sobre ‘Da psicopatologia à psicodinâmica do trabalho: conceitos teóricos e metodológicos’. Discorreu sobre o a origem do termo Psicopatologia no universo do Trabalho e mostrou como o trabalho é essencial para a o reconhecimento da identidade pela sociedade e pelo próprio indivíduo. “Vivemos um momento de transformação do mundo do trabalho que precisa ser melhor estudado”, apontou.

Outras mesas, no sábado, enfocaram, ‘Cuidados e proteção do trabalhador no serviço público’, ‘Processos de trabalho: das prescrições à invenção de novos possíveis’ e ‘O sofrimento do trabalhador da saúde’. A realização do evento foi do Curso de Psicopatologia e Saúde Pública da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Tratamento de imagem: Lane Firmo

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