Tétano gera gasto elevado com internações para o serviço de saúde pública Artigo é publicado na revista Arquivos Médicos FCM/Santa Casa

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O tétano gera um gasto elevado com internações para o serviço de saúde pública, uma situação que pode ser evitada com a administração correta da vacina, de custo relativamente baixo. Essa situação é enfocada em artigo recentemente publicado na revista Arquivos Médicos dos Hospitais e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

O tétano acidental é uma doença infecciosa aguda, não contagiosa, prevenível por vacina, causada pela ação de exotoxinas produzidas pela bactéria Clostridium tetani, que provocam um estado de hiperexcitabilidade do sistema nervoso central. O Clostridium tetani é encontrado na natureza sob a forma de esporo e a infecção ocorre pela introdução deles em solução de continuidade da pele e das mucosas.

O artigo aponta que o tétano é uma doença grave, com expressiva taxa de hospitalização (97,0%) e de óbito (33,1%). No Brasil, segundo os dados do Ministério da Saúde, nota-se uma queda progressiva da incidência após a introdução da vacina antitetânica, mas que, recentemente, ainda há uma parcela expressiva da população não vacinada ou com o esquema vacinal antitetânico incompleto. Essa falha gera um gasto elevado com internações para o serviço de saúde pública, uma situação que pode ser evitada com a administração correta da vacina, de custo relativamente baixo.

O estudo se propõe criar um protocolo de abordagem inicial nos casos suspeitos de tétano acidental em adultos tanto para o serviço de Emergência do Hospital de Misericórdia da Santa Casa de São Paulo, quanto para outros serviços que o necessitem, salvas alterações logísticas.

A pesquisa bibliográfica apoiou-se na base de dados do PubMed utilizando-se o termo “tetanus”, sendo incluídos apenas estudos envolvendo humanos, de qualquer período, em inglês, além de sites oficiais governamentais brasileiros e livros. As informações de logística envolvendo solicitação e retirada de materiais basearam-se de acordo com orientações da Chefia de Enfermagem do Pronto-Socorro Central do Hospital da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Já o restante das informações do fluxograma baseou-se na Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) da Secretaria do Estado de Saúde de Santa Catarina.

A pesquisa permitiu observar que existe um amplo aspecto epidemiológico do agente, que pode implicar em consequências clínicas graves ao doente acometido. Ainda, dado o ônus financeiro aos serviços de saúde, advindos de uma doença prevenível por uma vacina relativamente barata, é evidente que os serviços hospitalares que acolham pacientes possivelmente vítimas de tétano acidental devam reconhecer sua epidemiologia, fisiopatologia, implicações clínicas e financeiras e, sobretudo, como manejar corretamente o paciente para, então, causar um melhor impacto em seu desfecho.

O artigo, intitulado, “Tétano acidental em adultos: uma proposta de abordagem inicial”, de autoria de Victor Hideo Ohama, Alexandre Mantovani Bezerra, Eduardo Figueiredo de Castro e Sandra Regina Schwarzwälder Sprovieri, pode ser acessado em https://doi.org/10.26432/1809-3019.2019.64.2.120.

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