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Alunos da FCM/Santa Casa participam da maior conferência sobre Aids do mundo

Três alunos do curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP) participaram da 22ª Conferência Internacional de Aids, que ocorreu em Amsterdam, entre os dias 23 e 27 de julho. O evento, o maior e mais importante sobre o tema, ocorre bianualmente, organizado pela Associação Internacional de AIDS, e apresenta à comunidade científica o que há de novo nas pesquisas de HIV e AIDS no mundo.

Membros do Núcleo de Pesquisa em Direitos Humanos e Saúde da População LGBT: Igor, Daniel, Aline e prof.ª Maria Amélia

Os alunos Aline B M da Rocha, Igor Prado e Gabriela Bellini estiveram na conferência apresentando trabalhos sob orientação da Professora Doutora Maria Amélia Veras, coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Direitos Humanos e Saúde da População LGBT (NUDHES) da FCMSCSP. As pesquisas estão relacionadas ao contexto da epidemia de HIV nas populações de mulheres transexuais e travestis e de  homens que fazem sexo com homens (HSH).

Aline e Igor, acadêmicos do quarto ano de medicina, fazem parte do Núcleo de pesquisa há aproximadamente três anos, desenvolvendo projetos de iniciação científica sob supervisão da professora Maria Amélia Veras. Gabriela Bellini, aluna do terceiro ano, envolveu-se com a temática durante o programa de intercâmbio Pesquisadores do Futuro, no qual, junto com Aline, estagiou no Departamento de Saúde Pública de São Francisco, Califórnia, EUA, desenvolvendo trabalho sob a supervisão de importantes pesquisadores da área de HIV – Aids e populações-chave.

O trabalho de Aline, intitulado Cascata de Cuidado de HIV em Mulheres Transexuais e Travestis de São Paulo-Brasil, foi realizado por meio de uma ferramenta chamada Cascata de Cuidado. Ela descreveu, utilizando um gráfico de barras, a quantidade de mulheres transexuais e travestis infectadas por HIV e suas etapas de acesso ao cuidado até o objetivo final, que é a tomada de medicação antirretroviral.

Além disso, a pesquisadora identificou fatores associados à tomada correta de medicação, sendo verificado que ter idade acima de 31 anos e estar matriculada no serviço de saúde são fatores associados positivamente com a tomada de medicação antirretroviral por mulheres transexuais e travestis. O trabalho, apresentado na modalidade pôster, foi desenvolvido durante o estágio no Departamento de Saúde Pública de São Francisco, proporcionado pelo Programa Pesquisadores do Futuro, em 2018. Contato da pesquisadora: alinebmrocha@gmail.com

Leandro de Freitas Rodrigues

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