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13/08/2026

Agosto Lilás: FCMSCSP oferece curso sobre combate a violência contra a mulher

Curso da FCMSCSP aborda identificação da violência, escuta qualificada, direitos das mulheres e atuação em rede para fortalecer o atendimento às vítimas

Agosto é marcado pela campanha de conscientização sobre a violência contra a mulher, o Agosto Lilás. A campanha reforça a importância da informação, da prevenção e da qualificação dos profissionais que atuam no atendimento às vítimas. Nesse contexto, o curso de certificação “Acolhimento e Enfrentamento à Violência contra a Mulher – EAD”, da FCMSCSP, prepara profissionais para reconhecer diferentes formas de violência, oferecer escuta qualificada e orientar mulheres sobre seus direitos e possibilidades de cuidado.

A campanha busca dar visibilidade a uma realidade que muitas vezes permanece silenciosa. Além da agressão física, a violência contra a mulher pode ocorrer de forma psicológica, sexual, patrimonial e moral. Também pode envolver outras formas de controle e violação de direitos.

Segundo a Prof. Dra. Lívia Keismanas, compreender essa diversidade é fundamental para identificar sinais de violência e oferecer um atendimento adequado. Por isso, o curso aborda o tema a partir de aspectos sociais, culturais, de saúde, éticos e de direitos humanos.

Entre os conteúdos da certificação estão os conceitos e tipos de violência, situações de vulnerabilidade e risco, acolhimento, escuta qualificada, direitos das mulheres, políticas públicas e atuação em rede. Além disso, a formação enfatiza a articulação entre os serviços de saúde e os demais integrantes da Rede de Enfrentamento à Violência.

Para a professora, alguns dos principais erros no atendimento são culpabilizar a mulher, minimizar a violência ou adotar uma abordagem julgadora. Da mesma forma, pressioná-la a tomar decisões imediatamente pode dificultar o acolhimento. Por isso, uma atuação adequada deve respeitar a autonomia da mulher, preservar sua privacidade e utilizar uma linguagem não julgadora.

A qualificação também pode contribuir para enfrentar a subnotificação da violência. Medo do agressor, dependência econômica ou emocional, vergonha, sentimento de culpa e desconhecimento dos serviços disponíveis podem dificultar a busca por ajuda. Nesse cenário, profissionais preparados podem contribuir para identificar sinais, realizar perguntas adequadas e conhecer os fluxos de atendimento e encaminhamento.

Assim, a importância do Agosto Lilás ultrapassa a conscientização sobre o problema. A campanha reforça a necessidade de uma atuação integrada entre sociedade, serviços e profissionais. Dessa forma, a identificação da violência pode ser acompanhada por acolhimento, cuidado, proteção e garantia de direitos.