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06/03/2026

Faculdade Santa Casa de SP registra maioria feminina entre docentes e estudantes, e quase metade das pesquisas sob liderança de mulheres

Com 56,5% do corpo docente e 60% dos cargos acadêmicos ocupados por mulheres, a instituição reflete o avanço feminino no ensino superior brasileiro

mulheres

O avanço da presença feminina no ensino superior brasileiro é um movimento consolidado. As mulheres representam mais de 60% dos concluintes da graduação no país, segundo o Censo da Educação Superior de 2022, do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Ao longo das últimas décadas, elas ampliaram sua participação nas salas de aula — e hoje também ocupam, de forma crescente, espaços de docência, pesquisa e gestão universitária.

Na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), esse protagonismo é realidade concreta. As mulheres representam 56,5% do corpo docente, percentual superior à média nacional de 47,02% de professoras no ensino superior.

Nos programas de mestrado e doutorado da instituição, 45 docentes são mulheres, o que corresponde a 38% do quadro do stricto sensu. Na produção científica, o cenário também é expressivo: dos 44 grupos de pesquisa ativos registrados no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq, 19 são liderados por mulheres — o equivalente a 43,2% do total.

A presença feminina se destaca ainda na estrutura de gestão acadêmica. Dos 15 cargos acadêmicos — que incluem a diretoria da Faculdade e as diretorias de curso — nove são ocupados por mulheres, totalizando 60% das posições estratégicas.

O protagonismo começa na formação. Atualmente, 60,3% dos alunos da graduação são mulheres, representando 2.036 das 3.379 matrículas ativas. O dado acompanha o cenário nacional de maioria feminina no ensino superior e reforça uma mudança no perfil de quem forma e produz conhecimento na área da saúde.

Trajetórias que inspiram

Por trás dos números estão histórias que traduzem dedicação, pioneirismo e compromisso com a ciência. A estudante e pesquisadora Sarah Carolina Terra é exemplo desse movimento. Ainda na graduação, destacou-se pela atuação em iniciação científica e conquistou reconhecimento nacional por seu trabalho.

A trajetória da Professora Emérita Sonia Rolim também simboliza essa consolidação. Primeira mulher a se tornar Professora Titular em seu departamento, construiu carreira marcada pela excelência acadêmica, pela pesquisa na área de Ginecologia Endócrina e pela formação de novas gerações de profissionais da saúde.

Histórias como essas evidenciam que o avanço feminino na instituição não se restringe à representatividade numérica, mas se traduz em liderança científica, inovação acadêmica e contribuição efetiva para a formação médica.

Compromisso com o futuro

O cenário observado na Faculdade acompanha um movimento mais amplo no ensino superior brasileiro: mulheres que já eram maioria entre as estudantes passam a consolidar presença também nos espaços de decisão e na condução de pesquisas estratégicas.

Neste contexto, a instituição reafirma seu compromisso com a valorização das mulheres na ciência, na docência e na gestão acadêmica — reconhecendo o papel essencial que desempenham na construção de uma formação em saúde cada vez mais diversa, qualificada e comprometida com a sociedade.

Feliz Dia Internacional das Mulheres!