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12/02/2026

11 de fevereiro: Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência na Faculdade Santa Casa de SP

A instituição parabeniza todas as pesquisadoras que desenvolvem o conhecimento científico

11 de fevereiro

Celebrado em 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de promover a participação plena e igualitária de mulheres nas áreas científicas, tecnológicas e de inovação. A data reforça a importância de ampliar o acesso, reduzir desigualdades e reconhecer o papel fundamental das mulheres na produção do conhecimento.  

Historicamente, a presença feminina na ciência foi marcada por barreiras estruturais e desafios relacionados à desigualdade de gênero. Ainda hoje, apesar dos avanços, mulheres seguem enfrentando obstáculos para ocupar espaços de liderança e protagonismo em diferentes campos científicos. Por isso, mais do que uma celebração, o 11 de fevereiro é um convite à reflexão, ao reconhecimento e à ação.  

Na área da saúde e da educação, a presença feminina é decisiva. São mulheres que investigam, ensinam, orientam, desenvolvem pesquisas, inovam e transformam a realidade por meio da ciência. Na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), esse protagonismo é motivo de orgulho. A Instituição reconhece e valoriza as pesquisadoras, docentes e alunas que constroem diariamente uma ciência comprometida com o cuidado, a ética e o avanço do conhecimento.  

Curiosidade, coragem e propósito: trajetórias que inspiram  

A estudante e pesquisadora Sarah Carolina Terra é um exemplo da força e da determinação que movem mulheres na ciência. Seu interesse pela pesquisa surgiu a partir da compreensão de que a medicina, por si só, possui limites — e que é a ciência quem amplia essas fronteiras.  

“Entendi que a pesquisa vem como ferramenta para expandir a prática médica, respondendo perguntas e solucionando problemas atuais, tornando-a cada vez mais ampla e precisa”, afirma.  

Ainda na graduação, decidiu transformar o propósito em ação. No segundo ano, enviou um e-mail para uma possível orientadora e iniciou sua trajetória de iniciação científica com a Profª Dra. Roberta Stilhano — experiência que marcou sua formação. Entre os desafios, destaca a necessidade de manter a coragem diante de questionamentos e inseguranças, além das dificuldades enfrentadas por mulheres em ambientes científicos.  

Sua dedicação foi reconhecida com premiações importantes: 2º lugar no Congresso Médico Acadêmico da Santa Casa de São Paulo, 1º lugar no Congresso de Biologia Química da UNIFESP e, em 2024, o prêmio nacional do CNPq — 21º Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica, na área de Ciências da Vida.  

Para meninas e mulheres que desejam seguir carreira científica, Sarah deixa um recado direto: “vão em frente sem medo. Ciência é curiosidade. É responder uma pergunta sabendo que isso vai gerar muitas outras. Nós conseguimos fazer isso com maestria. Somos necessárias à ciência.”  

A aluna Ana Luísa Novaes também encontrou na graduação o ponto de partida para sua trajetória na pesquisa. O interesse começou ao conhecer um grupo de estudos em psiquiatria e nutrição, com foco em transtornos alimentares. A partir daí, aprofundou-se em temas ligados à Saúde Mental.  

“Para além do foco clínico, sempre quis entender como os conhecimentos são produzidos e começar a contribuir nesse processo”, explica.  

O maior desafio, segundo ela, foi acreditar que seria capaz de conciliar faculdade e pesquisa. Com apoio de professores e orientação adequada, transformou a insegurança inicial em experiência concreta.  

“Eu diria às meninas que sonham com a ciência que se arrisquem. Haverá desafios e ‘nãos’, mas não tenham medo de tomar iniciativa, procurar profissionais que as inspiram e pedir para participar de projetos. Não deixem que a timidez impeça vocês.” 

Uma vida dedicada à ciência e à formação de novas gerações  

A trajetória da Professora Emérita Sonia Rolim simboliza a consolidação de uma carreira construída com propósito, perseverança e compromisso com a saúde da mulher.  

Desde a infância, Sonia afirmava que seria médica e professora. Especializou-se em Ginecologia e Obstetrícia, realizou residência médica na Irmandade de Misericórdia da Santa Casa de São Paulo e construiu uma carreira acadêmica marcada por atuação pioneira, especialmente na área de Ginecologia Endócrina e Climatério.  

Seu interesse pela pesquisa surgiu de forma natural, inserida em um grupo com intensa produção científica. Realizou Mestrado na FCMSCSP e Doutorado pela USP, investigando a ação dos esteroides sexuais no sistema cardiovascular.  

Ao longo da carreira, orientou alunos de Mestrado e Doutorado, conquistou o título de Professora Adjunta e, posteriormente, tornou-se Professora Titular da instituição — sendo a primeira mulher a alcançar essa posição em seu Departamento. Também foi eleita Membro Titular da Academia de Medicina de São Paulo, tornando-se a primeira mulher da Faculdade a integrar a instituição.  

Entre os desafios enfrentados, destaca as dificuldades estruturais e a escassez de recursos para pesquisa, além de obstáculos relacionados à condição de gênero. Ainda assim, manteve-se firme em seus objetivos.  

“A curiosidade em explorar novas maneiras de oferecer o melhor conhecimento para atender as mulheres sempre foi minha fonte de inspiração”, afirma. 

Aos estudantes, deixa um conselho que resume sua trajetória: “sejam como a água. Contornem os obstáculos. Mudam-se temas, locais, orientadores, mas não se abandona o sonho.”  

Orgulho que inspira o futuro  

No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo reafirma seu compromisso com a formação de pesquisadoras, docentes e profissionais que contribuem para o avanço da ciência na saúde e na educação.  

Celebrar essa data é reconhecer conquistas, fortalecer caminhos e inspirar novas gerações a ocuparem, com confiança e protagonismo, todos os espaços do conhecimento.  

Nossa homenagem às mulheres que, assim como Sarah, Ana e Sonia, desenvolvem o conhecimento científico na área da saúde com excelência, cuidado e dedicação.