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05/03/2026

Diante da baixa oferta de especialistas no país, Faculdade fortalece formação em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais

Pós-graduação amplia acesso à saúde bucal para PCDs e grupos sistemicamente comprometidos com atendimentos gratuitos

Pacientes com Necessidades Especiais

No Brasil, cerca de 17 milhões de pessoas vivem com algum tipo de deficiência ou com transtorno do espectro autista. Apesar da alta demanda por cuidados em saúde adaptados e humanizados, o número de profissionais preparados para esse atendimento ainda é restrito: dos aproximadamente 450 mil cirurgiões-dentistas em atividade no país, apenas cerca de 1.000 são especialistas no atendimento a pessoas com deficiência (PCD).

Diante desse cenário, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) reforça seu compromisso com a formação qualificada e com o acesso à saúde ao oferecer a pós-graduação lato sensu em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais (OPNE).

O curso é voltado ao atendimento de pessoas com deficiência e de grupos sistemicamente comprometidos, incluindo pacientes com transtorno do espectro autista, doenças raras e deficiência intelectual. A proposta é preparar cirurgiões-dentistas para atuar com segurança clínica, conhecimento técnico e sensibilidade às especificidades de cada paciente.

Com carga horária total de 1.105 horas, a especialização integra teoria e prática, sendo 500 horas dedicadas exclusivamente às atividades clínicas.

Os atendimentos são realizados na Clínica de Odontologia da instituição e são totalmente gratuitos. A demanda é organizada diretamente com a coordenadora do curso, a Profª Dra. Adriana Gledys Zink.

Devido à alta procura, há lista de espera, e os atendimentos são realizados em duplas, o que fortalece o aprendizado prático e garante maior segurança e atenção aos pacientes.

Além de contribuir para a formação de especialistas em uma área com déficit significativo no país, a iniciativa também amplia o acesso à saúde bucal para uma população que historicamente enfrenta barreiras no atendimento odontológico.

Para a coordenadora do curso, a formação de novos especialistas é fundamental para reduzir esse déficit no país.

“É um problema de saúde pública ter poucos profissionais preparados para atender pessoas com deficiência ou grupos sistemicamente comprometidos. Uma das missões do nosso curso é justamente contribuir para superar essa lacuna, formando cirurgiões-dentistas capacitados para oferecer um atendimento qualificado e inclusivo”, afirma.