Conhecimentos em reabilitação são importantes em todas as áreas de atuação da enfermagem Assunto foi debatido durante o 11º Encontro de Enfermagem em Reabilitação da FCM/Santa Casa de SP

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Fotos disponíveis para download no Flickr da FCM/Santa Casa de SP

Nesta quarta-feira, o 11º Encontro de Enfermagem em Reabilitação Física trouxe para a Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Santa Casa de São Paulo a enfermeira Ana Paula Carvalho Flor e o Enfermeiro Antenor Bispo dos Santos Silva, ambos coordenadores de enfermagem do Instituto de Medicina Física e Reabilitação (IMREA) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP.

Os convidados explicaram a relevância e o papel do enfermeiro reabilitador para um público composto por alunos, enfermeiros recém-formados e profissionais de enfermagem com diferentes especialidades. Ana Paula, que hoje atua em reabilitação pélvica, começou sua palestra destacando a necessidade de conhecimentos em reabilitação para o exercício da enfermagem de maneira holística. “Existem no Brasil cursos de aprimoramento, especialização e residência em reabilitação em enfermagem, mas ainda é um mundo pequeno diante da amplitude da especialidade, necessária em todas as áreas da nossa atuação da profissional”, ressaltou.

A enfermeira fez um panorama dos processos de reabilitação em crianças, adolescentes, adultos, mulheres, idosos e nas áreas de cardiologia, sexologia humana e saúde coletiva. E conversou com os presentes sobre o que é reabilitar. “Qualquer pessoa que tenha perdido uma função, seja motora, cognitiva, psicossocial… precisa ser reabilitada”, elucidou, lembrando que o objetivo final é a reintegração social do paciente. “Pesquisas mostram que é o enfermeiro o profissional de saúde que passa mais tempo com o paciente. Ao fazer parte da vida desta pessoa, devemos nos preocupar em motivá-la e ajudá-la a inserir-se novamente na sociedade”, defendeu, contando em seguida casos de superação que acompanhou ao longo da carreira.

Ana Paula explicou que nem sempre a deficiência é visível, o que torna importante, por parte do enfermeiro, a busca ativa por informações. É preciso abordar o paciente que está, entre outros lugares e situações, em um pronto-socorro, e fazer perguntas de acordo com sua idade, sexo, doença e queixas. “Nem sempre é possível, por exemplo, saber que um paciente usa bolsa de ostomia, já que ela pode estar por baixo da roupa”, exemplificou. Este contato com o paciente, de acordo com Ana Paula, é a oportunidade para esclarecer dúvidas e dar informações de autocuidado.

Antenor também falou a respeito do atendimento individualizado, aconselhando a plateia a valorizar a equipe multiprofissional que cuida do paciente, cujas informações ajudam o enfermeiro na tomada de decisões. Ele apresentou a infraestrutura e as dinâmicas de atendimento do IMREA/HCFMUSP e, em seguida, falou a respeito do processo de reabilitação do paciente cardiopata.

O Encontro de Enfermagem em Reabilitação Física é organizado pela professora Marcele Pescuma Capeletti Padula, responsável pela Disciplina de Enfermagem em Reabilitação Física do Curso de Graduação em Enfermagem da FCM/Santa Casa de SP.

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Vanessa Krunfli Haddad

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