Estudantes promovem palestra sobre Acessos Venosos em Pediatria A Liga de Enfermagem na Saúde da Criança e do Adolescente convidou o diretor do Hospital Darcy Vargas para abordar o tema

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  Fotos disponíveis para download no Flickr da  FCM/Santa Casa de SP

A Liga de Enfermagem na Saúde da Criança e do Adolescente (LESCA) trouxe o diretor técnico de saúde do Hospital Darcy Vargas para palestrar em seu II Curso Introdutório, realizado nesta segunda-feira, dia 26. O Prof. Dr. Rivael Pereira falou sobre Acessos Venosos em Pediatria para integrantes da Liga e alunos interessados em participar do grupo.

Antes da palestra, a presidente da LESCA, Giselle Maldonado, estudante do Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Santa Casa de São Paulo, explicou os critérios para admissão na Liga, participação nas aulas teóricas e práticas e certificação.

Em sua apresentação, Giselle destacou os objetivos de aprendizado e promoção de saúde da Liga.  “Visamos à orientação sobre os cuidados de enfermagem que devem ser prestados às crianças, adolescentes e suas famílias. Também desenvolvemos ações educativas de acordo com as necessidades da comunidade local”, informou. São atividades recorrentes da LESCA as aulas com palestrantes convidados de outras instituições e com professores da FCM/Santa Casa de SP.  As aulas teóricas acontecem uma vez por mês, às segundas-feiras.

Terapia Intravenosa: história, evolução e prática

O professor Rivael Pereira iniciou sua aula com uma visão geral sobre a história da terapia intravenosa desde os seus primórdios, no século 17, quando o médico francês Jean-Baptiste Denis realizou a primeira transfusão sanguínea em um ser humano e o médico britânico William Harvey decifrou o funcionamento do sistema circulatório e o papel do coração no bombeamento do sangue.

O professor também citou o obstetra inglês James Blundell , que, em 1818, realizou a primeira transfusão de sucesso feita com sangue humano, numa paciente com hemorragia pós-parto. Pereira destacou a grande evolução da terapia intravenosa no século 20. “Muitas mudanças ocorreram, como a descoberta do grupo ABO e do fator RH, o surgimento do cateter central de inserção periférica, a publicação de diretrizes para a terapia e o desenvolvimento de novos cateteres”, enumerou.

Com dicas práticas, o professor falou sobre a escolha do acesso venoso periférico na pediatria. “Cabe ao enfermeiro e à sua equipe a indicação do melhor acesso, considerando a idade do paciente, suas condições vasculares, o diagnóstico, a terapêutica medicamentosa e os recursos disponíveis na instituição”, ensinou.

O enfermeiro ressaltou que a preferência da criança ou de seus responsáveis também deve pesar na decisão, bem como a experiência e habilidade profissional.  “Se há alguma dúvida, o melhor a fazer é buscar a opinião de alguém com mais experiência, evitando complicações para o paciente”, aconselhou.  O professor lembrou que o enfermeiro também pode participar de reuniões clínicas para decidir sobre o acesso vascular.

O enfermeiro apontou os tipos de cateteres existentes no mercado, detalhando suas características e indicações, bem como alertando para os cuidados a serem tomados de acordo com o modelo utilizado.  Durante a explanação, os alunos puderam manusear os diferentes dispositivos, entregues pelo próprio professor.

Liga de Enfermagem na Saúde da Criança e do Adolescente (LESCA)

Presidente: Giselle Maldonado

Vice-Presidente: Larissa Porto

Secretária: Helena Mendes

Tesoureiro: Rafael Carvalho

Marketing: Lívia Naziozeno

Científico: Fernanda Minae

Coordenadora: Profa. Dra. Samara Macedo Cordeiro

Orientadora: Profa. Dra. Fernanda Machado Silva Rodrigues

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