12 notícias do maior congresso sobre câncer do mundo Professor da FCM/Santa Casa é entrevistado pela Veja Saúde

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Realizado online pela primeira vez por causa da pandemia do coronavírus, o tradicional congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco, na sigla em inglês) reuniu, entre os dias 29 e 31 de maio, 42 700 especialistas para apresentar as principais novidades no combate ao câncer.

Em 2020, ganharam destaque estratégias contra tipos da doença para os quais não havia avanços recentes, como as neoplasias trofoblásticas, que ocorrem raramente em certas gestantes, e tumores de próstata e pâncreas em estágio avançado.

Algumas das descobertas contaram com a participação de cientistas brasileiros. O encontro virtual incluiu ainda dados fresquinhos sobre a relação entre o câncer e a progressão da Covid-19.

Veja Saúde mergulhou na programação e nas pesquisas. E, claro, conversou com especialistas sobre os destaques desse que é maior evento de oncologia do mundo.

Docente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São paulo (FCMSCSP), o oncologista Fernando Maluf comentou comentou uma delas:

Câncer de próstata combatido sem bloquear a testosterona

Está aí outra baita novidade de um estudo brasileiro, o primeiro no mundo a avaliar o uso isolado de tratamentos que não comprometem a produção da testosterona em homens com câncer de próstata metastático (que já se espalhou pelo corpo).

Quando surge pela primeira vez, um nódulo maligno na glândula é combatido com cirurgia, químio ou radioterapia. Contudo, se ele volta, muitas vezes é preciso fazer a castração química, que derruba os níveis de testosterona.

“Só que a falta do hormônio traz efeitos colaterais importantes, como disfunção sexual, perda de massa muscular e aumento do risco de infarto”, aponta Gustavo Cardoso Guimarães, cirurgião oncológico, diretor do Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR).

A pesquisa nacional, conduzida pelo oncologista Fernando Maluf, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, comparou a abordagem tradicional a medicações chamadas de inibidores da sinalização androgênica. “Elas impedem que a testosterona seja utilizada pelo tumor, mas não interrompem sua produção”, comenta Guimarães.

Essas drogas já são aplicadas nas recidivas — quando a doença volta a dar as caras. Mas, até então, sempre vinham acompanhadas da tal castração.

No trabalho de Maluf, foi demonstrado que os inibidores da sinalização androgênica podem ser eficazes sozinhos. Falta confirmar exatamente em quais pacientes essa tática seria suficiente, pois nem todos os voluntários atingiram os resultados esperados. Ainda assim, estamos diante de uma notícia animadora

Acesse reportagem completa aqui.

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