Com 56% dos habitantes da Grande SP, capital concentra 67% dos casos e 63% das mortes confirmadas de Covid-19 Professora da FCM/Santa Casa, entrevistada pelo SP2, da TV Globo, é fonte do Portal G1

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Uma análise do Observatório Covid-19 BR mostra que, de fato, a quarentena e o isolamento social fizeram com que a taxa de contágio do novo coronavírus caísse. No início de março, cada pessoa infectada transmitia a doença para em média de duas a três outras pessoas.

Desde abril, porém, essa taxa se mantém próxima do valor 1, o que significa que, em geral, o número de casos novos é próximo do número de pessoas recuperadas.

Especialistas alertam, porém, que esse patamar não indica que a epidemia está desacelerando, mas que ela está avançando num patamar estável.

Em entrevista ao SP2 no sábado (23/5/2020), a médica epidemiologista Maria Amélia Veras, professora do departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSC), explicou que é preciso ter cautela para tomar medidas com base nesse número.

“A gente tem que olhar com bastante cautela para esse número porque ele é bastante sensível às mudanças no comportamento da própria população. Então, se você mantém o distanciamento por algum tempo, é possível pensar em estabilizar essa taxa. Se você modifica muito o comportamento populacional, em relação à aglomeração de pessoas, essa taxa também varia”, explicou ela.

Segundo Maria Amélia, considerando que o tempo de incubação do vírus é de pelo menos 14 dias, o indicado seria aguardar até que a taxa se mantivesse constante abaixo do valor 1 antes de adotar medidas de flexibilização.

“Os países que passaram mais tempo e já estão iniciando suas saídas das medidas de isolamento precisaram esperar algumas semanas olhando para o comportamento dessa taxa, constantemente abaixo de 1. Ao lado de outros indicadores, claro, para estarem mais seguros e pensarem, então, em sair”, explicou a professora.

Leia reportagem completa aqui.

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