9/11/2020

Entenda a insuficiência respiratória, que causou a morte de Vanusa Professor da FCM/Santa Casa é entrevistado pelo Portal R7

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A cantora Vanusa morreu na madrugada deste domingo (8), aos 73 anos, em uma casa de repouso em Santos, no litoral de São Paulo, onde morava há mais de dois anos. A causa da morte foi insuficiência respiratória. Esse é um termo genérico, usado toda vez que o aparelho respiratório deixa de funcionar, segundo o pneumologista Roberto Stirbulov, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

“E quando eu digo funcionar é capturar oxigênio e eliminar gás carbônico Quando esse processo deixa de acontecer, chamamos genericamente de insuficiência respiratória”, explica.

Essa falha faz com que o nível de oxigênio no sangue fique abaixo de um valor aceitável. Com isso, todos os tecidos e órgãos do corpo humano entram em sofrimento, afirma o especialista.

Segundo ele, esse “nível aceitável” varia de pessoa para pessoa. Mas, no geral, a saturação de oxigênio é considerada anormal quando está abaixo de 90%. Além da intensa falta de ar, os sintomas incluem coloração azulada da pele, lábios e unhas, confusão mental, sonolência e batimentos cardíacos anormais.

A insuficiência respiratória pode ter inúmeras causas. Quase todas as doenças que afetam a respiração ou os pulmões podem levar a esse quadro, de acordo com o Manual Merck de Diagnóstico e Terapia.

“No Brasil, a pneumonia é uma causa muito frequente. Além disso, a maioria das mortes por covid-19 são causadas por insuficiência respiratória”, observa Stirbulov.

Vanusa tinha o diagnóstico de demência. A doença pode ter contribuído para que o aparelho respiratório deixasse de funcionar, segundo o pneumologista.

“Uma causa frequente de insuficiência respiratória em idosos e pessoas com demência é a síndrome aspirativa. Quando você aspira algum material estranho para o pulmão, por exemplo, conteúdo gástrico. Isso acontece porque na hora da deglutição, ao invés de ir para o esôfago, [o alimento] vai para a traqueia”, esclarece.

A cantora também fazia uso excessivo de medicamentos tarja preta. Mas Stirbulov pondera que não é possível afirmar se esse fato também favoreceu a insuficiência respiratória, embora existam remédios que causam toxicidade pulmonar.

O diagnóstico é feito por meio da análise clínica do paciente, medida da quantidade de oxigênio e dióxido de carbono no sangue e radiografias torácicas.

Os pacientes com quadros agudos precisam ficar na UTI (unidade de terapia intensiva) para receber oxigênio, que pode ser administrado por diferentes vias, como pequenos cateteres de plástico colocados no nariz ou máscara facial.

Leia reportagem completa aqui.

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