Fitoterápicos na atenção primária à saúde Artigo é publicado na revista Arquivos Médicos da FCM/Santa Casa

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A falta de conhecimento dos profissionais da área da saúde sobre plantas medicinais e a debilidade na divulgação e estruturação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF) são os maiores desafios para a implantação ativa da fitoterapia nos serviços de saúde.

Essas são as conclusões de artigo publicado na revista Arquivos Médicos dos Hospitais e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. O texto realiza levantamento da literatura científica, sobre a utilização de fitoterápicos na Atenção Primária à Saúde.

Foi realizada pesquisa bibliográfica nas bases de dados BVS (LILACS e BDENF), SciELO, Google Acadêmico (Leis, Portarias, teses) e em um livro no período de 2006 a 2015, referentes aos estudos envolvendo ações, programas, o uso de fitoterápicos e aceitação do uso de fitoterápicos na prática profissional na Atenção Primária a Saúde (APS).

Os dados obtidos da consulta foram analisados através do instrumento da coleta de dados contendo: Nome do Autor (es), Nome da revista/ano, Resultados do (s) Autor (es) e Conclusões do (s) Autor (es).

Aplicando os critérios de inclusão, foram selecionados apenas seis artigos originais. De acordo com estes estudos, o desconhecimento dos profissionais sobre fitoterápicos e a não capacitação na formação acadêmica foram as principais causas da não utilização de fitoterápicos na prática profissional.

De acordo com os profissionais avaliados, há poucos estudos acerca da eficácia dos fitoterápicos e isso induz o descrédito e preconceito dos profissionais, sendo essencial o incentivo em pesquisas envolvendo fitoterápicos.

Além disso, o incentivo político ainda não é estruturado. A maior parte dos coordenadores e gestores desconhecem a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF), dificultando a inserção da fitoterapia na APS. Mesmo com dificuldades os profissionais se mostraram a favor da inserção da fitoterapia na APS.

O artigo, intitulado “Fitoterápicos na atenção primária à saúde: revisão da literatura”, de Luana da Costa Cortez e Maria Martha Ferreira Jeukens, pode ser acessado em https://doi.org/10.26432/1809-3019.2017.62.3.150

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