Por que fazer coisas diferentes é importante para a longevidade do cérebro Professor da FCM/Santa Casa é entrevistado pelo Portal UOL

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credite: inserir experiências inéditas no dia a dia, como estudar um idioma novo, provar um prato exótico ou até mesmo aprender as regras de um jogo de tabuleiro são ações que podem gerar benefícios imensos ao seu cérebro, mantendo-o jovem e sadio por mais tempo.

É o que apontam estudos recentes, que comprovaram as consequências de mudanças no estilo de vida como fator de proteção contra o envelhecimento cerebral patológico. Segundo Adalberto Studart Neto, neurologista do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento do HCFMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), o mais emblemático é o FINGER (Finnish Geriatric Intervention Study to Prevent Cognitive Impairment and Disability), publicado na revista britânica The Lancet, em 2010.

Nesse estudo finlandês, 1.260 idosos sem demência de 60 a 77 anos foram acompanhados por dois anos, divididos em dois grupos: um de controle, em que os participantes apenas receberam orientação quanto às mudanças de hábitos, e um de intervenção, no qual os voluntários também foram inseridos em programas de readequação de estilo de vida.

Esses programas consistiam em mudança na dieta, atividade física regular, controle de fatores de risco cerebrovascular (controle de hipertensão arterial, diabetes e colesterol) e treino cognitivo. “Após dois anos, o grupo que foi submetido à intervenção apresentou menor incidência de declínio cognitivo e melhor desempenho nos testes neuropsicológicos. Esse estudo foi tão importante em mostrar o impacto da mudança no estilo de vida para o envelhecimento saudável que a Alzheimer Association está financiando a replicação desse estudo em vários países, inclusive no Brasil”, comenta o neurologista.

Para Rubens Gagliardi, presidente da APAN (Associação Paulista de Neurologia), o sono também é um fator importantíssimo para manter o cérebro ativo, saudável e longevo. “Por isso ressalto a importância da atividade física em qualquer fase da vida. Praticar exercícios não só melhora uma série de aspectos no fluxo e na atividade cerebral como favorece o sono de qualidade”, conta o médico, que também atua como chefe da clínica neurológica da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e como professor titular de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Leia reportagem completa: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/01/31/por-que-fazer-coisas-diferentes-e-importante-para-a-longevidade-do-cerebro.htm

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