23/03/2023

PORTAL DRAUZIO VARELLA – Professora da Faculdade fala sobre qualidade de vida de pessoas com síndrome de Down Dra. Rosane Lowenthal, vice-diretora do curso de Medicina, aponta avanços da ciência e inclusão social como principais motivos pelo aumento da expectativa de vida desta população

Dia 21 de março foi o Dia Mundial da Síndrome de Down, data que surgiu para celebrar a vida das pessoas com a síndrome, a fim de garantir que elas tenham as mesmas liberdades e oportunidades que toda a população. O dia foi escolhido para representar a triplicação (trissomia) do 21º cromossomo, responsável por causar a síndrome.

Em comemoração à data, a professora Dra. Rosane Lowenthal, vice-diretora do curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) e especialista na área, foi entrevistada pelo Portal Drauzio Varella para falar sobre os principais motivos da expectativa de vida de uma pessoa com síndrome de Down ter aumentado de um século para o outro.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a esperança de vida no Brasil é de 77 anos, enquanto que, para pessoas com a trissomia do 21 é de 60 anos, 50 a mais em comparação com o início do século 20.

Segundo a professora Rosane, o principal motivo é a evolução da ciência e dos tratamentos disponíveis. “Praticamente 50% das crianças com síndrome Down, em especial os meninos, nascem com cardiopatias congênitas (conjunto de malformações na estrutura ou na função do coração). Mas hoje, nós temos diagnósticos e tratamentos precoces que vêm dando resultados”, diz.

Além do avanço da medicina, a professora, que também é mãe de um adulto com síndrome de Down, recomenda a prática de exercícios físicos e a realização de uma alimentação equilibrada, assim, todo adulto terá uma vida mais saudável.

O acolhimento e a inclusão social também fazem a diferença. “Antes, as pessoas com síndrome de Down ficavam afastadas da sociedade, mas isso mudou”, diz. “Esta é a primeira geração de adultos incluídos na sociedade desde muito cedo, que frequentam escolas regulares, trabalham, são independentes, namoram, têm momentos de felicidade e, por que não, também passam por tristezas”, conclui Rosane.

Leia a matéria completa:

>>> Como é a vida de um adulto com Síndrome de Down?