6/5/21

Professoras da Faculdade da Santa Casa de SP participam da Rede Brasileira de Mulheres Cientistas A iniciativa pretende unir esforços para a inclusão das mulheres nos debates e políticas públicas relacionadas à covid-19

Professora Karina Calife está entre as oito docentes da FCMSCSP que participam da nova rede

No dia 23 de abril, houve o lançamento da Rede Brasileira de Mulheres Cientistas, iniciativa que visa ampliar o debate público sobre a atual situação da pandemia de covid-19 no país e as suas consequências sociais, econômicas e psíquicas, agravadas pela ausência de políticas públicas para conter o avanço da doença.

Mais de 2 mil cientistas aderiram à rede, assinando um documento disponível no site do movimento. Entre as ações propostas, está a produção de um relatório com os achados de pesquisas já desenvolvidas pelas cientistas da Rede para subsidiar os debates da CPI da Covid-19.

Integram a rede 8 cientistas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo  (FCMSCSP):

1. Ana Luiza Navas – Curso de Fonoaudiologia;
2. Gabriela Furst Vaccarezza – Departamento de Saúde Coletiva;
3. Karina Calife – Departamento Saúde Coletiva da FCMSCSP e Katia Cristina Bassichetto – integrante do Núcleo de Pesquisa em Direitos Humanos e Saúde da População LGBT+ (NUDHES), vinculado ao Departamento de Saúde Coletiva da FCMSCSP;
4. Maria Amélia Veras – Departamento de Saúde Coletiva, coordenadora geral do NUDHES;
5. Marta Campagnoni Abdrade – Departamento de Saúde Coletiva;
6. Renata Mourão Macedo – Departamento de Saúde Coletiva;
7. Thamires Monteiro de Medeiros – Departamento de Saúde Coletiva.

A Rede busca atuar, sobretudo, em defesa da vida e bem-estar das mulheres no atual cenário de morte, aumento do desemprego, sobrecarga no cuidado dos familiares, insegurança alimentar, violência doméstica, restrição do acesso a tratamentos de saúde ou a medidas relacionadas à saúde reprodutiva, moradia e condições sanitárias inadequadas. Some-se a esse contexto a desigualdade de gênero, a misoginia, o sexismo e o racismo que ainda prevalecem na cultura brasileira.

As propostas das pesquisadoras são:

• Estimular a construção coletiva de soluções por meio do debate sobre a covid-19 e a situação da mulher brasileira com diversas esferas da sociedade, como gestores públicos, movimentos feministas e populares, jornalistas e associações profissionais.
• Atuar em parceria com gestores públicos, em diferentes níveis da federação, oferecendo conhecimento técnico, sob a forma de cartilhas e protocolos, para ampliar a capacidade de resposta desses órgãos públicos.
• Compartilhar experiências positivas de resposta à pandemia, sobretudo as periféricas, tanto de auto-organização de comunidades (Paraisópolis, Complexo do Alemão etc.) como de governos locais (Niterói, Araraquara etc.), com ênfase na participação das mulheres nesses processos.

Durante o webinário de lançamento, foram apresentados os três eixos da organização: Mulheres, Políticas Públicas e Ciência. A professora Karina Calife, docente do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade da Santa Casa de São Paulo e integrante do Comitê Executivo da Rede Brasileira de Mulheres Cientistas, falou sobre o eixo Mulheres, junto com as professoras Elaine Nascimento (UFPI), Flávia Biroli (UnB).

A professora Karina Calife, que é médica sanitarista, falou sobre a importância de ouvir as mulheres cientistas e incluir o olhar de gênero nas discussões e planejamento das ações de combate à covid-19. “Promover a ciência sob a perspectiva de gênero é possibilitar a inclusão da mulher ao pensar e construir políticas públicas em relação à pandemia. As mulheres representam 77% dos profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate à doença. Também devemos considerar aquelas que trabalham em outros serviços essenciais, bastante precarizados, como limpeza, nutrição e compras de supermercado”.

Assista ao webnário de lançamento:

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