22/10/2020

Seminário reflete sobre temas da atualidade no ensino da saúde Evento online para docentes da FCM/Santa Casa trouxe a experiência de professores de outras instituições

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2º Seminário de Desenvolvimento Docente

Com o objetivo de proporcionar a discussão e reflexão sobre temas da atualidade no ensino da saúde, aconteceu nesta quarta-feira, 21 de outubro, o 2º Seminário de Desenvolvimento Docente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP).

Coordenado pelo Núcleo de Desenvolvimento Docente (NDD) e Coordenadoria de Educação a Distância (CEAD), o evento online teve a participação de quatro professores de instituições de ensino superior com experiência no ensino da medicina, educação em saúde, gestão em ensino superior e realidade virtual distribuída aplicada à educação.

O Seminário foi aberto pelo Prof. Dr. José Eduardo Lutaif Dolci, diretor da FCMSCSP, que ressaltou que o investimento no professor é uma das metas da diretoria. Neste sentido, segundo Dolci, entre os objetivos da Faculdade estão a melhoria das condições de trabalho, com investimentos em infraestrutura e no próprio desenvolvimento docente; a melhoria da remuneração e a contratação de novos docentes.

Também falaram na abertura do evento a Profa. Dra. Danielle Bivanco de Lima e o Prof. Dr. Wagner Montor, respectivamente coordenadora e vice-coordenador do Núcleo de Desenvolvimento Docente. Lima destacou o caráter interprofissional do NDD, o que facilitou convidar para o Seminário profissionais de diferentes áreas de outras instituições. Montor lembrou que os desafios impostos pela pandemia de covid-19 resultaram no aceleramento do aprendizado pelos professores no uso de novas tecnologias, o que certamente demoraria anos para acontecer em um cenário de normalidade.

A primeira palestra foi do Prof. Dr. José Knopfholz, titular e coordenador do curso de medicina da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, sobre o ensino baseado em competências. O médico explicou que, para compreender e discutir competências, é necessário entender a missão, visão e valores da instituição, bem como o seu currículo. Knopfholz conceitualizou a competência como o saber (conhecimento), saber fazer (habilidade) e saber ser (atitude). E frisou: “Nós não ensinamos, nos encorajamos os estudantes a aprender. Não somos a única fonte de conhecimento”.

“Extensão na universidade: contextualização histórica e problematizações para uma práxis transformadora” foi o título da palestra do Prof. Ms. César Augusto Paro, fonoaudiólogo, ator e pesquisador na área de formação de profissionais de saúde. Ele falou sobre a importância da extensão no contexto universitário para promover a transformação social. “A nossa interação com a sociedade precisa ser no formato de parceria e coautoria. Precisamos nos comunicar, e não somente transmitir informações”.

A extensão também foi o tema da explanação do Prof. Dr. Gilberto Gonçalves Garcia, filósofo, reitor da Universidade São Francisco, com experiência na área de gestão de instituições de ensino superior. Sob a perspectiva da curricularização da extensão na formação dos profissionais da saúde, Garcia abordou o papel dos professores. De acordo com ele, é importante ensinar além do assistencialismo, incentivando os alunos a interagirem com a sociedade, em um contexto de aprendizagem baseada em problemas, em equipe, com compartilhamento de experiências. “A extensão envolve pesquisa e um retorno à sociedade”, afirmou.

O último palestrante do evento falou sobre mediação tecnológica na educação. Professor adjunto da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o Prof. Dr. Ismar Frango Silveira possui doutorado em engenharia elétrica (tema: Realidade Virtual Distribuída aplicada à Educação) pela Universidade de São Paulo. Para o matemático, a mediação tecnológica passou a ser um elemento central nos processos de ensino-aprendizagem e levou a refletirem sobre ela todos que estão preocupados com a democratização da educação. Sobre as transformações no ensino impostas pela pandemia, constatou: “tivemos que desenvolver tolerância e empatia maiores e trabalhar o mesmo conteúdo em uma situação diferente”. O professor analisou os passos necessários para o ensino remoto no futuro: “devemos repensar o currículo em direção a uma cátedra integradora; escolher melhor os recursos digitais, buscando outros formatos além do texto; avaliar de maneira mais integrada e contínua; e repensar o nosso papel, não como disparadores de conteúdo, mas como orientadores de um projeto de aprendizagem para os alunos”.

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Vanessa Krunfli Haddad

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