13/10/2020

Vacina ACWY contra meningite entra no calendário do SUS para crianças maiores Professor da FCM/Santa Casa é entrevistado pela Revista Crescer

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A vacina ACWY, que protege contra vários tipos de meningite, foi incorporada ao calendário Nacional de Vacinação do SUS para crianças de 11 e 12 anos, de acordo com decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) publicada em 1o de outubro. Os postos de saúde devem começar a oferecer a vacina para essa faixa etária em até 180 dias. Para crianças de 3 meses a 5 anos e adolescentes de 13 e 14 anos, a vacina oferecida pelo SUS continua sendo a Meningocócica C.

A vacina
A escolha pela vacina, de acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Carla Domingues, se deu por conta de “uma mudança no perfil epidemiológico da tipologia W”. Mudança que é bastante evidente, por exemplo, no estado de Santa Catarina. Lá, de acordo com números divulgados pela Sociedade Brasileira de Imunizações, em 2007, o sorotipo W representava 4,1% dos casos de meningite. No entanto, no ano passado, esse índice já estava em 39,3%.

Apesar de no Brasil, de forma geral, o sorotipo C ser o que mais acomete a população, a estratégia do Ministério da Saúde é, inicialmente, introduzir a vacina ACWY, por causa de um aumento no crescimento do sorotipo W em alguns estados do país, como Santa Catarina. O pediatra Marco Aurélio Sáfadi, da comissão técnica para revisão dos calendários vacinais da SBIm e diretor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, explica que um estudo recente revelou que de 1.200 adolescentes de 11 a 19 anos, 10% carregavam a bactéria em suas nasofaringes.

“Mais de 95% dos casos ocorrem por transmissão respiratória. De 10 a 15% da população carrega a bactéria meningococco, e a maioria são adolescentes e adultos, por seu comportamento que inclui frequentar locais como baladas e a troca de beijos. Sabemos que essas pessoas podem conviver em harmonia com a bactéria, mas, ao passar para uma criança que não tenha anticorpos para se proteger, pode ser fatal. É dessa forma que a maioria dos casos são transmitidos”, explica. Portanto, segundo o especialista, ao vacinar os adolescentes, consequentemente, as crianças menores também estarão protegidas.

Leia reportagem completa na Revista Crescer.

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